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| Foto: codepinkhq. No Flickr, em CC (Alguns direitos reservados). |
O
prêmio nobel da paz esse ano foi dedicado a três mulheres que vêm trabalhando
em seus países em prol dos direitos das mulheres. Uma das homenageadas Leymaah
Gbowee é uma ativista liberiana que atuou na luta pelo fim da segunda guerra
civil na Libéria. Formou-se como terapeuta e durante a guerra civil trabalhou
cuidando de crianças-soldado do exército rebelde.
Fora
a alegria de ver três mulheres ganhando juntas de uma vez só o prêmio nobel (as
outras duas foram a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, e Tawakel Karman, ativista iemenita), a história dessa africana,
de um país que quase ninguém sabe que existe (se sabe é por causa da guerra
civil que lá acontecia, é ou não é verdade), me fez refletir sobre essa
palavrinha, pequenininha, que move o coração e os braços de muita gente: paz. Muito
raramente, quando falamos de alguma palavra, pensamos no gênero ao qual ela
pertence. Sei da importância da discussão sobre gênero na língua, e super apoio
o uso de @, x ou o que seja para tornar palavras mais inclusivas. E até
participo de um coletivo que tenta subverter a lógica machista que a nossa
língua carrega, nos referindo umas às outras, independente do sexo por todas,
meninas, membras, etc. Mas isso não vem ao caso agora.
A reivindicação que
faço sobre pensarmos o porquê da palavra paz ser feminina não é porque quero
mostrar que as mulheres são melhores, que por terem um instinto maternal, serem
sensíveis, são, portanto portadoras da paz. Não é isso. Mas, o mundo vem
passando por algumas mudanças (pelo menos quero crer assim), estruturais, e é
preciso refletir que mudança queremos para ele. Leymaah
Gbowee queria, e ainda quer, um mundo no qual a força, bruta e violenta, seja
suplantada por outros tipos de atitudes, que igualmente podem surtir efeito na
resolução de conflitos. Mãe de 5 filhos, a liberiana disse em entrevista que “se qualquer
mudança tivesse que acontecer na sociedade, isso teria que ser feito pelas mães".
Pelos pais também. Mas, nessa mudança algo que deve ser levado em conta é a
sensibilidade que nós seres humanos temos no cuidado de uns com os outros. A
mudança que eu quero envolve paz, sensibilidade, mundo interior, criatividade e
olhe só, uma palavra masculina, amor!
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Larissa Araújo
Indignada latino-americana, a Lari vem tentando mudar o mundo e a si mesma. O Feminismo tem ajudado bastante.


segunda-feira, novembro 21, 2011


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