segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Se o mundo não acabar em 2012...



Talvez fosse a hora de fazer o que não tivemos coragem de fazer até agora. O que você ainda quer fazer?


Imagem: la.furia, no Flickr, em CC (Alguns direitos reservados).
Até 2011 eu mantive muito da minha vida sob controle. Até porque eu precisei ser boa principalmente como estudante, principal função da minha vida. Tinha uma casa que me pertenceu pelo simples direito, e para a qual eu nunca precisei me dedicar muito. Tive um amor construído sobre tudo o que eu sempre acreditei, definido pelo imenso companheirismo. Foi uma fase de muitas mudanças, e como toda a minha vida aconteceu tudo muito rápido. Com 21 anos me vi formada, trabalhando naquilo que gosto e acredito, cercada por pessoas incríveis e com algumas conquistas acadêmicas na bagagem. 2011 me fez passar muita raiva pelo desafio de enfrentar diversas vezes o conservadorismo da nossa sociedade e várias outras coisas indignantes, mas seria injustiça demais dizer que foi um ano ruim. Foi um ano de mudanças significativas, e na verdade tenho dúvidas se haverão muitos mais assim. A gente muda o tempo inteiro, claro, mas como a minha ansiedade plantei as sementes para muitas coisas que só florescerão ou darão frutos ao longo de muitos anos.

O que eu espero para 2012? Coragem para encarar aquilo que eu mesma provoquei, sensibilidade para perceber o que me rodeia e conseguir dar os passos necessários. Um pouco de astúcia para saber quando parar ou quando continuar. Concentração, porque sempre me falta e eu preciso dela para lidar com os desafios do trabalho. E amor, com todas as suas nuances, inclusive as novas. Porque só ele é capaz de colorir a minha racionalidade.

Não sei se é pedir demais, não sei se são coisas simples. Mas espero que o mundo não acabe em dezembro, para que eu possa reler este texto e ver que tudo fez sentido e que eu superei mais um ano inteiro de possibilidades de vida. E espero que vocês também possam definir os seus caminhos e ter a gostosa sensação de que valeu a pena, mesmo quando parece estar errado. Até porque é o que nos resta, nunca dá para voltar atrás mesmo.


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 Priscilla Brito

Tem problemas de concentração e pensa milhões de coisas ao mesmo tempo. Quase sempre, são planos de como mudar o mundo a partir das inspirações feministas cotidianas.




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